Dr. André Roncon Dias — brasão ARDr. André RonconCirurgia do Aparelho Digestivo
Câncer de Estômago

Câncer de Estômago: Sintomas, Tratamento e Cirurgia

Uma das neoplasias mais frequentes do aparelho digestivo. Quando diagnosticado precocemente, oferece chances reais de cura — com cirurgia minimamente invasiva e robótica em São Paulo.

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O câncer de estômago (ou câncer gástrico) exige tratamento especializado. Este guia reúne, em um só lugar, tudo o que você precisa saber: sintomas, causas, diagnóstico, estadiamento, tratamento, cirurgia e recuperação.

câncer de estômago localização no órgão
Figura 1: Câncer de estômago

O que é o câncer de estômago

O câncer de estômago surge quando células do revestimento do órgão passam a se multiplicar de forma desordenada. O tipo mais comum é o adenocarcinoma, mas existem outros subtipos, como o GIST (tumor do estroma gastrointestinal), o linfoma e os tumores neuroendócrinos. Cada tipo tem comportamento e tratamento próprios, por isso a avaliação com um cirurgião especialista é fundamental.

Sintomas: quando se preocupar

Nos estágios iniciais, o câncer de estômago costuma ser silencioso. Conforme avança, podem surgir sinais de alarme como dor ou queimação na parte superior do abdome (epigastralgia), perda de peso sem causa aparente, fezes escurecidas e de odor forte, vômitos com sangue, dificuldade para se alimentar e vômitos após as refeições. Diante de qualquer um desses sintomas, a investigação deve ser imediata.

O que causa: fatores de risco

Os principais fatores de risco incluem infecção pela bactéria H. pylori, dieta rica em alimentos salgados, embutidos, processados e defumados, tabagismo, consumo de álcool, gastrite atrófica e outras causas de gastrite crônica, obesidade e histórico familiar da doença.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta com biópsia. Realizado sob sedação, o exame é rápido, amplamente acessível, tem mínimo risco de complicações e permite coletar uma amostra do tumor para análise. Subtipos mais raros podem exigir exames complementares.

Estadiamento: o que significa

Após o diagnóstico, é essencial classificar o tumor em estágios — o estadiamento. Ele é feito com tomografia computadorizada do abdome e, em casos selecionados, ecoendoscopia e laparoscopia. A classificação TNM avalia o quanto o tumor invade a parede do estômago, se há linfonodos comprometidos e se há metástases. O estágio define o melhor tratamento e o prognóstico.

Tratamento: quimioterapia e cirurgia

O tratamento é sempre individualizado. Em muitos casos de doença localmente avançada, a quimioterapia antes da cirurgia (neoadjuvante) é indicada para reduzir o tumor, aumentar a chance de remoção completa e melhorar a sobrevida. O tratamento pode ser neoadjuvante (toda antes), perioperatório (metade antes, metade depois) ou adjuvante (toda após). Terapias modernas como imunoterapia e drogas-alvo, associadas à quimioterapia, ampliam as chances de cura em casos selecionados.

A definição do melhor tratamento depende de uma avaliação individual. Agende uma consulta com especialista em São Paulo.

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Cirurgia (gastrectomia) e tipos

A gastrectomia é o principal tratamento com intenção curativa. Consiste na remoção parcial ou total do estômago acometido, geralmente acompanhada da retirada dos linfonodos (linfadenectomia), já que são os primeiros locais de disseminação. Após a retirada, o sistema digestivo é reconstruído para permitir a alimentação. Existem três abordagens principais:

  • Gastrectomia parcial — remove apenas a parte com o tumor; indicada em casos selecionados, como o GIST.
  • Gastrectomia subtotal — remove quase todo o estômago, com linfadenectomia e reconstrução em Y de Roux; é uma das mais comuns.
  • Gastrectomia total — remoção completa do estômago, indicada em tumores extensos ou na porção superior, com ligação direta do esôfago ao intestino.
gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux
Figura 2: Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux
gastrectomia total com reconstrução em Y de Roux
Figura 3: Gastrectomia total com reconstrução em Y de Roux

Cirurgia robótica

A cirurgia robótica é uma das maiores evoluções no tratamento do câncer gástrico. Por ser minimamente invasiva, oferece maior precisão cirúrgica, menor sangramento, menos dor no pós-operatório, recuperação mais rápida, menor tempo de internação e menor risco de complicações. O Dr. André Roncon Dias foi um dos pioneiros das técnicas laparoscópica e robótica no Brasil, com diversas publicações sobre o tema.

Recuperação e dieta

A recuperação envolve internação hospitalar, uso temporário de sondas e drenos, reintrodução progressiva da alimentação (líquidos, dieta pastosa e depois sólida) e adaptação digestiva ao longo dos meses seguintes. A cirurgia minimamente invasiva contribui para uma recuperação mais rápida e confortável. Mesmo após a gastrectomia total, o paciente se alimenta por boca e mantém boa qualidade de vida, com acompanhamento nutricional.

Câncer de estômago tem cura?

Sim. Nos estágios iniciais, a chance de cura é superior a 90%. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances. Mesmo em casos avançados, novos tratamentos têm ampliado a sobrevida — incluindo estudos com quimioterapia peritoneal para pacientes com carcinomatose, linha de pesquisa conduzida pelo Dr. André Roncon no Instituto do Câncer do Hospital das Clínicas da FMUSP.

Onde tratar em São Paulo

Pacientes operados por cirurgiões com alto volume de cirurgia gástrica apresentam menor taxa de complicações, melhor recuperação e maior chance de cura. Por isso, a escolha do especialista é decisiva.

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Perguntas frequentes

A gastrectomia cura o câncer de estômago?+

Sim, em muitos casos. Quando indicada corretamente, a gastrectomia pode oferecer chance real de cura, especialmente quando combinada com outros tratamentos.

É possível viver sem estômago?+

Sim. Após a gastrectomia total o organismo se adapta. O paciente continua se alimentando por boca, com boa qualidade de vida e acompanhamento nutricional.

A cirurgia robótica é melhor?+

Oferece vantagens importantes, sobretudo na recuperação, quando realizada por especialista experiente.

Quanto tempo dura a recuperação?+

A recuperação inicial ocorre em semanas; a adaptação digestiva completa pode levar alguns meses.

Revisado por Dr. André Roncon Dias — cirurgião oncológico, FMUSP, São Paulo.

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