O que a cirurgia envolve
- Remoção do segmento do esôfago com o tumor e margem de segurança
- Linfadenectomia — retirada dos linfonodos de drenagem
- Reconstrução do trânsito, em geral com tubo gástrico
- Em casos selecionados, uso do cólon para a reconstrução

Por que a linfadenectomia importa
O esôfago tem drenagem linfática rica, e a retirada adequada dos linfonodos aumenta a precisão do estadiamento e a chance de controle da doença — um dos pontos em que a experiência da equipe mais pesa.
Quando a cirurgia é indicada
Em tumores operáveis, geralmente após quimiorradioterapia neoadjuvante; em tumores precoces que não podem ser resolvidos por endoscopia; e, em casos selecionados, como resgate após tratamento definitivo não cirúrgico.
Riscos e como reduzi-los
As complicações mais relevantes são as pulmonares (pneumonia) e a fístula da anastomose. O preparo pré-operatório — nutrição, fisioterapia respiratória, cessação do tabagismo — e a técnica minimamente invasiva reduzem esses riscos de forma consistente.
A esofagectomia exige equipe experiente. Agende uma avaliação em São Paulo.
Falar com o especialistaPerguntas frequentes
Como a pessoa come sem parte do esôfago?+
O trânsito é reconstruído, na maioria das vezes, com um tubo feito do próprio estômago, que é levado ao tórax ou ao pescoço.
Quanto tempo dura a cirurgia?+
É uma cirurgia de grande porte, que costuma durar várias horas, conforme a técnica e o caso.
Quais os principais riscos?+
Complicações pulmonares e fístula da anastomose são as principais — e diminuem com equipes de alto volume e técnicas minimamente invasivas.
Para entender o quadro completo da doença, leia o guia principal: Câncer de esôfago: sintomas, tratamento e cirurgia →
Revisado por Dr. André Roncon Dias — cirurgião oncológico, FMUSP, São Paulo.